2 de novembro de 2010
Dos males, o menor!
No último dia 31 de outubro o Brasil elegeu sua primeira presidenta da república. Sim, o Brasil. Claro que Lula foi uma peça importantíssima, mas ela teve seus méritos.
Isso porque, mesmo com o apoio ostensivo de Lula, o experiente Mercadante não teve sucesso nas eleições para governador de SP.
Contudo, o futuro se mostra bastante incerto. Nem Dilma, nem Serra apresentaram propostas reias para o país. O que ela tem a seu favor é o fato de ser mulher. Talvez isso lhe dê uma posição e visão privilegiadas.
Entretanto, o fato de ser uma mulher é tão simbólico quanto o fato de Obama ser um negro. Assim como não significa nada ter um negro com ideias liberais no comando dos EUA, o fato de o Brasil ter elegido uma mulher nada significa, pois é algo apenas simbólico.
Resta torcer para que ela não aja como muitos homens que a antecederam.
29 de março de 2010
Recesso
Aliás, pensei poder ganhar a vida escrevendo, mas no momento isso não é possível. Por isso, estou me dedicando a atividades profissionais nunca antes imaginadas (mercado financeiro).
Isso tem-me consumido todo o tempo, motivo pelo qual deixo de escrever por tempo indeterminado.
Espero poder me dedicar ao blog assim que possível.
Atenciosamente,
Alex
19 de dezembro de 2009
Pequenas intrusas
Parada, ali, na grama do jardim, em frente à casa solitária na qual brincara por diversas vezes quando de sua infância, Selma mergulhou numa lembrança vívida e contraditória, mesclada de raiva e ternura, amor e ódio, revolta e conforto—coragem e medo.
Embora soubesse o que tinha de fazer, parecia perdida; seu olhar era baixo e desprezível. A chuva começava a cair naquela noite. Talvez tenha sido isso, talvez a esperança de vê-los novamente ou, ainda, a combinação de ambos que fizeram seu semblante mudar repentinamente. Recrudesceu.
Clareada pelos relâmpagos, parecia decidida agora. Apenas tinha de abrir a porta, atravessar a longa sala de estar, onde seus pais recebiam os amigos. Os sofás ainda exibiam as marcas das unhas, as janelas quebradas permitiam que o vento entrasse e trouxesse um pouco de ar límpido para aquele recinto, abandonado havia cerca de 20 meses.
Ao lado direito, após uma passagem larga e com batentes finamente trabalhados com madeira e pedras brilhantes como ornamento, havia uma sala igualmente acolhedora, onde comemoraram várias conquistas, celebraram as ceias dos natais de sua infância e onde havia uma mesa com os quatro pratos e pares de talheres que seriam usados no jantar daquela noite fatídica.
Quando se deu conta de que estava já ali, sempre iluminada pelos relâmpagos, se propôs a subir as escadas. “Isso será rápido e indolor”, pensou. Estava enganada. Ao voltar-se para a sala de estar, notou um movimento anárquico e sem uniformidade, tal qual uma TV fora do ar. Estavam ali, acima dos batentes da passagem. Começaram a sair de todas as frestas, que agora se expunham nas portas e nas paredes. A casa clareou por mais uma vez. O suficiente para perceber as centenas de aranhas que pareciam sentir a presença da visitante, outrora, uma das habitantes daquela casa, agora, tendo como seus donos aqueles aracnídeos repugnantes.
Também foi o bastante para que visse a cozinha e os armários onde mantinham arroz e outros grãos, bem como os doces em barra, os potes de frutas em conservas e as panelas que usavam na preparação das refeições. Algumas das quais estavam em cima do fogão desde a noite em que levaram seus pais. Conseguia ver que elas, as novas donas da casa, também estavam ali, mas começaram a sair das panelas. Marchavam em sua direção. O vento continuava a entrar, balançando as longas teias que se formaram ao longo daqueles meses.
Ficasse naquela sala de jantar, seria encurralada pelas aranhas marrons, pretas, viúvas-negras e caranguejeiras que se apressavam diante dela. A comida acabara havia já algumas semanas. Estavam famintas. Entretanto, mais pavorosa era a idéia de passar por debaixo daquele batente, em direção às escadas que acessavam os quartos da casa assustadora. “E se uma delas cair em meu cabelo?”, conjeturava. “Dane-se o cabelo”, concluiu. Tomou coragem e passou. Nenhuma das aranhas caiu sobre ela. Contudo, os passos rápidos incomodaram as que estavam no assoalho.
Como uma enchente, elas subiam e pareciam se amontoar umas sobre as outras no chão da sala de estar. Selma subiu as escadas desesperadamente. A cada degrau que subia, podia sentir como se algo estivesse estourando sob seus pés. Aranhas minúsculas subiam pelos seus pés e pernas, tão rapidamente quanto Selma subia os dois lances de escadas, com curva à direita.
“Em qual dos quartos, qual será?”, perguntava a si mesmo com a voz já embargada pelo desespero e o asco incontrolável daquelas aranhas que estavam em suas pernas. Tentou retirá-las dali num movimento rápido e esbaforido. Com elas, saiu também uma parte da pele, expondo sua carne. Ávidas por alimento, aquelas aranhas estranhas e pequeninas, nunca catalogadas por qualquer livro, mais pareciam piranhas de oito pernas. Possivelmente, uma mutação que se desenvolveu ali, resultado do isolamento e das mudanças climáticas. Claro, para os antigos cientistas da ONU, tudo poderia acontecer em função do clima. Entretanto, não havia ciência que explicasse aqueles dias infernais. Afinal de contas, já não havia mais ciência ou teorias que explicassem qualquer fenômeno ou seres. Sequer uma explicação sobre o próprio destino da humanidade.
Desde que os mares subiram a um nível nunca pensado – não pelo câmbio climático, mas pela pressão interna da Terra, que fez aqüíferos como o Guarani expulsarem toda a água que havia sob a superfície terrestre – todas as formas de vida remanescentes se concentraram naquela estreita faixa de terra entre o Pacífico e o Atlântico.
No ano de 2109, o homem tornara-se ignorante, asqueroso, inculto e rudimentar: voltou ao tipo de vida experimentada antes da Revolução Industrial. Apenas os lugares mais provincianos não foram afetados, como sua cidade. Um lugar onde ainda havia energia elétrica, embora ninguém mais dominasse sua produção. Mas não houve luz naquela noite. Não artificial.
E ainda que houvesse, não deteria aqueles seres que pareciam ser o próprio mar. Selma lamentou que o mar não tivesse avançado mais e destruído de uma vez a todos. Contudo, o mar de aranhas avançava, na mesma proporção em que sua loucura se tornava evidente.
Em meios aos gritos, vasculhou o quarto de seus pais, na busca da pista que a levaria ao próximo desafio – o derradeiro. Nada encontrou, além de mais e mais aranhas. O sangue que agora escorria por suas pernas atraía também as baratas pretas que saíam do forro. Correu para seu quarto. Nada encontrou que pudesse desvendar o enigma. Lembrou-se, então, de que sua irmã, levada com seus pais, costumava escrever seus segredos em rolinhos de papel e os punha dentro da fronha, sob o travesseiro que usava. Acreditava que se dormisse sobre eles os manteria seguros e que os desejos se realizariam.
Teve certeza de que ali estava a resposta. Como colocar a mão ali? As aranhas minúsculas também estavam lá. O travesseiro ficou cheio delas, mas Selma teria de procurar.
Colocou sua mão dentro da fronha. Sentiu que as aranhas continuavam a subir em suas pernas e estavam também nas mãos, que procuravam pela resposta do jogo maldito em que havia sido posta. Entre cartas de amor, fotos de amigos e os inúmeros papeizinhos, Selma encontrou um cartão-postal. Era da cidadezinha onde haviam passado uma de suas férias. Antes, uma pacata cidade ao pé da cordilheira, agora, uma fria cidade da nova geografia; uma nova cidade litorânea, mas que não tinha perspectivas de receber turistas, apenas a corajosa Selma, em busca da possível resposta. Havia um post it na parte de trás do cartão, que dizia: ALI, ONDE BATER A LUZ DO SOL NASCENTE, TU ENCONTRARÁS A ÚLTIMA PISTA. CONTUDO, NÃO ENCONTRARÁS A LUZ, POIS TUA VIDA APAGAR-SE-Á AO FIM DO MESMO DIA.
Selma já sabia para onde deveria ir. Imaginava qual seria o último desafio daquele jogo macabro. Antes, porém, tinha de sair daquela casa maldita. Suas mãos, infestadas pelas aranhas, expunham as úlceras e fediam. A carne apresentava fissuras, pelas quais as aranhas entravam. Selma já não sentia medo. Não sentia dor. Desceu as escadas vagarosamente, mas decidida. Ao sair da casa, olhou para trás. Um raio atingiu sua antiga morada, reduzindo-a a escombros e uma fumaça preta. Suas mãos voltaram ao normal, bem como os pés. Vencera aquela etapa. Venceria a última?
5 de dezembro de 2009
Fácil não: Flamengo terá que suplantar a si mesmo para ser campeão...
Amanhã será conhecido o campeão brasileiro de futebol. Embora seja defensor de um campeonato com finais, não posso admitir que este campeonato foi muito bom, chegando à sua última rodada com quatro times disputando o título.
21 de novembro de 2009
O apagão do jornalismo
31 de outubro de 2009
Vagas?
O que leva um bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo e especialização latu sensu em Comunicação Empresarial e Institucional a buscar outras formas de subsistência?
A resposta é simples. Não há espaço para todos os profissionais. Por isso, é necessário, para os que ainda mantêm o desejo de exercer a profissão de comunicador, seja na imprensa ou nas empresas, que se criem as oportunidades.
Muitas vezes as chances não serão criadas pela hierarquia, mas serão fruto das ações pioneiras de funcionários pró-ativos. Contudo, na maior parte das vezes, as vagas sequer serão criadas. Como fazer, então?
Os concursos públicos são uma eterna boa opção. Não dependem de Q.I., não requerem anos a fio de experiência e, normalmente, oferecem salários atrativos. Claro que para conseguir uma colocação se deve estudar muito, mas depende só do candidato.
Quem sabe não seja o caminho para nós, que não temos Rabo Preso com ninguém?!
28 de setembro de 2009
O homem cria condições que ele mesmo não utiliza...
Entretanto, o homem ainda não aprendeu a usar, em seu próprio benefício, as inovações que vieram com tanta tecnologia, sobretudo na comunicação. E os que acham que os meios tradicionais são obsoletos não enxergam algumas facetas obscuras dos meios em geral.7 de setembro de 2009
Independente do quê?
O Brasil comemora mais um ano de independência. Mas do quê? Ou de quem?Em quase 190 anos de governo independente, não conseguimos nos libertar da servidão da desigualdade, exacerbada nos grandes centros.
Ainda somos uma república de bananas, que não investe o suficiente na educação de base e que no topo deixa seus cérebros imigrar para países como o Canadá.
Não existe independência na saúde. O serviço público é um caos, mas os serviços particulares deixam a desejar também.
Isso sem falar da segurança pública, que sofre um processo oculto de privatização. A maior parte das empresas de segurança tem como proprietários os coronéis das PM's de todo o Brasil. Claro, estão registradas em nome de laranjas.
As grandes fusões bancárias servem aos interesses de poucos. Concentram o crédito e caracterizam um cartel sem escrúpulos dos quais o setor (realmente) produtivo fica refém. Para que serve o CADE? Cadê o CADE?! Deviam ir para a CADEia junto com os banqueiros.
Além disso, temos a multiplicação das inverdades se proliferando na grande mídia. O jornalismo serve apenas aos interesses dos poderosos. Seu caráter funcionalista pinta com as cores do país do futuro uma nação que só se vê nas telas de TV.
Existem dois Brasis. Um que é o mundo encantado da burguesia. Outro que não vive, mas agoniza e espera pelo dia em que alguma revolução, liderada por algum líder que ainda venha a nascer, leve a cabo um processo de indepêndencia dos que controlam e mandam neste país.
9 de agosto de 2009
Tempo: o desafio do novo século
Os meios de comunicação, em vez de aumentar, fizeram com que se tornasse ainda mais fugidio. As semanas não passam, voam.
O excesso de informação, dizem alguns, desinforma.
Na última semana li muito sobre Sarney, Gripe Suína e sobre Honduras, mas não me considero informado.
Como diria Raul Seixas, "não preciso ler jornais, mentir sozinho, eu sou capaz". Será que o que lemos lá nos grandes jornalões é a verdade? Só o tempo dirá.
Talvez antes que imaginemos, afinal, ele está mais rápido. Só não sei se mais verdadeiro, mais leal.
O tempo se assemelha às águas de um rio: passam para não mais voltar. Não obstante, trazem consigo os sedimentos de lugares longínquos, respostas e uma imagem singular, nunca vista antes daquele momento particular.
26 de julho de 2009
Metrô de SP ainda está longe de ser, de fato, um bem público
Foto: tvi24.iol.pt
E quem pensa que, por estar na Europa e fazer parte da comunidade, o país nada em rios de dinheiro, afirmo que está enganado. A diferença é que o Estado pensa um pouquinho mais nos seus, o que faz uma enorme diferença. Bem, vamos aos números.
Dados físicos
Lisboa tem pouco menos de 500 mil habitantes (metade da população de Campinas), mas em uma área de 84 km². Entretanto, possui 40 quilômetros (ou quilómetros, como diriam os gajos alfacinhas) de linhas de metro com 46 estações (lá não é metrô, é metro mesmo, como a fita métrica). Isso mesmo! E são 64 quilômetros de linhas de comboios (trens, mas pronuncia-se o primeiro "O" de modo aberto: "combóios") na região metropolitana da capital.
São dados crus, frios. Entretanto, já mostram a dimensão da diferença. O Estado de São Paulo, segundo informações oficiais, possui 60 quilômetros de metrô e 240 de linhas de trem. São Paulo é 20 vezes maior que a população lisboeta, mas se compararmos as duas regiões metropolitanas, são 25 milhões aqui para 3 milhões de habitantes lá.
Admito que o desafio é muito maior aqui, mas isso não pode servir de desculpas para nós. Para ninguém dizer que estamos a bater em bêbado, vou comentar, e bem rapidinho que é para não dar mais vergonha, que Nova Iorque, com a qual os paulistanos adoram fazer comparações, tem apenas:
1142 quilômetros de metrô. E quase 500 estações. Nem vou procurar saber sobre os demais meios. That's really a shame for us!
Foto: pestinha94.blogs.sapo.pt
Valor do transporte
Para sair de um bairro de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, para trabalhar na capital, caso tenha de tomar apenas o trem, o trabalhador gastará cerca de R$ 110,00 dependendo do número de dias trabalhados. Caso tenha de tomar ônibus, a conta aumenta. Não gastará menos que R$ 130,00, em média.
O contribuinte ou o seu empregador é quem paga pelo custo, sendo que boa parte do valor fica com as empresas privadas, no caso dos ônibus.
Em alguns casos, paga-se mais por um trecho maior, mas as tarifas mais caras são de cerca de 70 euros. E você pode usar: QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO!!!
Repetindo: QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO!!!
Caso opte pelos outros passes (L1, L12 ou L123) o preço aumenta, bem como o raio de abrangência das viagens a que o cidadão tem direito.
Muito bom o sistema brasileiro, não?!
E se engana quem pensa que a qualidade dos serviços dele é inferior. Nada disso. É tudo coisa boa. Os autocarros possuem piso baixo, pois pensam em seus idosos. Aqui, o idoso tem de escalar, literalmente, as escadas dos nossos "busões" que são tão bons, não é senhores tucanos e demonicráticos?
También los hemanos están mejores que nosotros
Mesmo na Argentina, o transporte é mais barato e funcional (tudo bem que são velhos os meios, mas são baratíssimos). Para o trabalhador, preço ainda vem antes de qualidade.
É por essas e por outras que o candidato à presidência da república que adora privatizar tudo (por que não vende a mãe?!) não deve mentir de modo descarado e pensar que nós somos trouxas. Não existe expansão, a não ser no bolso de alguns!
21 de julho de 2009
LUANDA É AQUI
Apesar dos pesares, tudo agora vai ficar bem.
Em mim ficou a ferida de te ver assim partir
E esta guerrilha sem razão que tem destruído meu país.
Será que um dia vamos ter esperança e dignidade?
Será que um dia vamos achar velhos amigos, igualdade e paz?
Muitos longe estão, atravessaram este continente,
Que tem sido explorado por aquela gente!
Que consigam sonhos realizar, manter a fé e não desanimar,
Ainda que não voltem a Luanda.
Miséria, fome e guerra: trio inseparável e vil;
Presente não só em Angola, mas também em partes do Brasil.
Há gente de bem que morre, enquanto muitos maus não;
Não ainda lá, mas a caminho da temível destruição.
Será que um dia haverá justiça e paz em todo lugar?
Amor fraterno, pois que nós somos irmãos: liberdade em nossos corações.
Muitos longe estão: além das fronteiras da razão.
Bebidas, drogas, desemprego com a péssima educação;
Junte tudo isso, receita boa pra formar bandido
Que tem sido usada em nosso país e no Brasil.
6 de julho de 2009
Quinta eterna
1 de julho de 2009
11 de junho de 2009
EDUCAÇÃO É MAIS DO QUE ESTAR NA ESCOLA 31 de maio de 2009
Susan Boyle não perdeu. Ela ganhou. E muito!
Embora tenha perdido o concurso, ela ganhou muito em notoriedade. E, por que não, nós também? Ganhamos muito ao ver alguém como ela. Segue texto escrito há algumas semanas:
Mais que imagem, o talento arrasta o públicoNão vejo outra forma de explicar o "fenômeno midiático" (creio ser mais correto afirmar que se trata de um fenômeno musical, e por isso chamou a atenção) se não passar primeiro pelo fato daquela senhora ter um talento fora do comum.
Bem, talento a parte, inicio a análise do fenômeno pelo fenômeno. Uma vez que algo é curioso, inusitado ou inesperado, o interesse do público aumenta. De modo estereotipado, o público estava condicionado a enxergar pessoas como Susan Boyle um fiasco, seja qual for a situação a que estejam expostas.A balançada que ela dá na cintura logo após ter divulgado sua idade provoca risos na platéia e entre os jurados.
É uma imagem forte. Citando Ciro Marcondes Filho, a imagem é "o sentido mais preciso para sua (referindo-se ao homem) orientação". Sem envolver o talento (se é que isso é possível), o fato de ter ocorrido uma surpresa ao público, algo inesperado e que quebrou o mesmo estereótipo anteriormente criado, conduz com essa mesma força a busca desencadeada na rede mundial de computadores.
O fenômeno Susan Boyle se fortalece na medida em que os anônimos de talento de todo o mundo se realizam na fantasia de que poderiam ser elas as cantoras daquele palco, como afirmam Santaella e Nöth.
No momento em que ocorre a identificação, há também uma opinião formada, que no caso de Boyle foi a mais favorável possível.Susan quebrou paradigmas que os próprios meios e a sociedade impuseram aos seus programas formatados. As pessoas estão carentes de personalidades. As celebridades tomaram seu espaço.
Claro que pode ser mais agradável ou belo (e o conceito de belo é bastante discutível, especialmente nesse caso) ver uma celebridade como a jurada que aparece no programa, mas ouvir Susan nos faz pensar que ela é uma personalidade, independentemente de sua imagem. E, sim, é uma exemplificação do belo, tal qual uma foto de Sebastião Salgado.
2 de maio de 2009
Piracicabano pode vencer prêmio de música erudita

Luís Carlos Justi integra o Quinteto Villa-Lobos, que está na final do Carlos Gomes.
Piracicaba terá um músico entre os finalistas do Prêmio Carlos Gomes de música erudita, uma das premiações mais importantes do país. A entrega dos prêmios será no dia 11 de maio, em um conhecido espaço artístico da capital: a Sala São Paulo.
Luís Carlos Justi toca oboé no Quinteto Villa-Lobos, que concorre na categoria de melhor conjunto de câmara. O grupo chega à final credenciado pelas turnês no interior do Estado do Rio de Janeiro, bem como os eventos realizados no Chile, Paraguai, Peru e Equador, em 2008.
Na Escola de Música de Piracicaba estudou com Ernst Mahle e José Davino Rosa. Na mesma escola, obteve o primeiro lugar do II Concurso Jovens Instrumentistas do Brasil, em 1973. Mais tarde, se aperfeiçoou na Escola Superior de Música e Teatro de Hannover, Alemanha, pelo DAAD, Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.
Justi é doutor em música com a tese Uma visão da interpretação em Villa-Lobos – o Duo para oboé e fagote. É diretor artístico do Festival de Música de Câmara de Caxias do Sul e do Festival Internacional de Música Brasil-Alemanha, um convenio da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) com a Escola Superior de Música de Karlsruhe, Alemanha.
Além de Justi, o quinteto conta com os professores universitários Antonio Carrasqueira, flauta; Paulo Sergio Santos, clarinete; Philip Doyle, trompa; e Aloysio Fagerlande no fagote. Este, assim como Justi, é doutor em música com uma tese sobre Villa-Lobos. “Assim, somos dois "doutores" em Villa-Lobos no QVL”, ressalta o piracicabano.
21 de abril de 2009
Ronaldo e a águia
Será que alguém mais além dos corintianos acredita que ele volta à seleção?29 de março de 2009
Quem se engana com Obama?
Um negro com idéias neo-liberais. Não que um negro não seja a pessoa ideal para liderar o mais poderoso entre os países deste planeta, mas a cor da pele não significa nada se as atitudes não forem condizentes.Menos de dois meses no poder e ele já anunciou a ida de milhares de soldados yankees ao Afeganistão. Luta pela liberdade? Defesa dos ideais democráticos? Só se for para os interesses dos norte-americanos.
Ah, e tem mais: ele não é um Messias. É apenas mais um americano. E como americano (dos Estados Unidos) ele também adora uma guerra. É uma coisa arraigada no DNA daquele povo.
A indústria bélica precisa de uns trocados. Seria essa tática uma maneira de driblar a crise?
Todos sabem: Para resolver crises econômicas, faça a guerra!
Lula tinha razão, esse rapaz precisa de inteligência divina, ou fará tolces maiores que as cometidas por Bush.
1 de fevereiro de 2009
Brasil: Um país de todos!
Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros:um japonês, um americano e um brasileiro...
- Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês:
- Um pela mão-de-obra.
- Um pelo material.
- E um para meu lucro.
- Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
- Dois pela mão-de-obra.
- Dois pelo material.
- E dois para mim... mas o serviço é de primeira!
- Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
- Nove paus? Espantou-se o prefeito. Demais! Por quê?
- Três para você.
- E três para o japonês fazer a obra.
- Negócio fechado! Respondeu o prefeito.
30 de novembro de 2008
Globalização: Uma visão otimista! Uma visão humanística!
"Agora que estamos descobrindo o sentido de nossa presença no planeta, pode-se dizer que uma história universal verdadeiramente humana está, finalmente, começando.

